Inacreditável

Aos 5 anos, acreditava em Papai Noel.

Aos 7, acreditava que seria jogador de futebol.

Aos 11, acreditava que seus pais voltariam a morar juntos.

Aos 13, acreditava que a Laura, da 7ª B gostava dele.

Aos 17, acreditava que a Esquerda iria salvar o mundo.

Aos 21, acreditava que aquela fase ruim passaria logo.

Aos 25, acreditava no casamento.

Aos 28, acreditava que o advogado da ex-esposa era o melhor advogado do mundo.

Aos 32, acreditava que a Direita iria salvar o mundo

Aos 35, acreditava em livros de autoajuda.

A0s 38, acreditava que em vez de jornalismo, deveria ter estudado engenharia.

Aos 42, acreditava que ainda encontraria um grande amor.

A0s 48, acreditava que uma boa dieta e muitos exercícios, salvariam a sua vida.

Aos 53, (ainda)acreditava nas pessoas.

Aos 56, acreditava que ainda tinha 35 anos.

Aos 60, acreditava que agora havia encontrado um grande amor.

A0s 63, não acreditou que seria pai naquela idade.

Aos 68, pouca gente acreditava que ele era o pai, e não o avô daquela criança.

Aos 72, acreditava que viveria até os 120.

Aos 77, não acreditou quando reviu a Laura depois de tantos anos. Ela continuava linda, mas não se lembrou dele.

Aos 81, acreditava cada dia mais que a vida é realmente inacreditável.

Esta entrada foi publicada em Crônicas. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Uma resposta para Inacreditável

  1. Mirian disse:

    Gostei muito ler essa crônica! Bem vindo e feliz 2016 para o Pretexto!

Os comentários estão fechados.