O labirinto de Tony Bellotto

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Tá bom, eu admito.
Comecei a ler o novo livro de Tony Bellotto querendo gostar.
Minha parcialidade declarada é porque gosto do Tony. Um sujeito bacana, que foi muito amável com o Pretexto.
Mas logo o livro BELLINI E O LABIRINTO, da Companhia das Letras, conquista até quem não gosta do Bellotto. Se é que alguém não goste dele.
Este é o quarto livro de Belini. E o melhor. Li suas 274 páginas em dois dias.
A história se passa em três lugares: Goiânia, São Paulo, e, principalmente, na mente do detetive Bellini.
Durão por fora, sensível por dentro, Remo Bellini é o narrador do livro. E tudo é narrado de acordo com as principais características do detetive: cheio de ironia, descrença e sem entender direito o que acontece.
Bellini é bem sucedido em fracassar. Desta vez, o fracasso fracassa e Bellini consegue algum sucesso. Aparentemente. Aliás, aquilo que aparenta, que parece, que é fachada, que está só na superfície é o verdadeiro labirinto do livro. Difícil de encontrar a saída desta meada.
Bellotto conduz seu personagem e seu leitor com segurança. Leva os dois pra onde quer. E parece se divertir com isso. Nossa jornada com Bellini é sinuosa. Duplas sertanejas, Césio 137, submundo do crime, segredos. A falta de sentido da vida faz todo o sentido no livro.
BELLINI E O LABIRINTO é literatura de qualidade. Bellini e Bellotto estão na sua melhor forma.

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